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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

EVANGELIZAÇÃO INFANTO-JUVENIL - TAREFA SUBLIME


Walter Oliveira Alves

A Doutrina Espírita representa, hoje, elevada escola de educação do Espírito, a serviço de Jesus, com a grandiosa tarefa da edificação do Reino de Deus na Terra, reino esse que se inicia no interior de cada um. Nesse aspecto, a tarefa de evangelização da criança e do jovem assume um caráter da mais alta importância em todo o movimento espírita. A casa espírita, pois, precisa preparar-se para essa grandiosa tarefa, a serviço de Jesus. A guisa de colaboração a esse movimento que se amplia por toda parte, traçamos abaixo alguns itens que julgamos de grande importância nessa tarefa educativa por excelência. Precisamos olhar a criança em sua verdadeira natureza de Espírito imortal, filho de Deus, dotado do germe da perfeição, que renasce para evoluir, para desenvolver suas potencialidades. Nas obras de André Luiz, especialmente em Evolução em Dois Mundos e No Mundo Maior, percebemos que evoluímos pelo esforço próprio, pela ação, pela atividade, interagindo com o meio físico e espiritual, através de múltiplas experiências. A evangelização, por isso, deve optar por uma metodologia ativa, dinâmica, onde a criança seja co-participante de seu próprio processo educativo, vivenciando as experiências, sentindo, compreendendo e vibrando em cada atividade, desenvolvendo, assim, gradualmente suas potencialidades, encaminhando-se para a sua autonomia moral e intelectual, como ser que pensa, sente e age no bem. Ajustamos, assim, o processo educativo a recomendação de Jesus: "cada um segundo as suas obras" e também "aquele que ouve minhas palavras e as pratica..."

Nos parece também de grande importância a criação de processos de cooperação entre as crianças e os jovens, incentivando a ajuda mutua, a colaboração e não a concorrência. Estaremos, assim, praticando a recomendação de Jesus: Faca aos outros o que gostaria que fizessem a você.

Precisamos também utilizar a energia criadora do Espírito em todo processo educativo, propiciando atividades que levem a criança e o jovem a utilizar e ampliar essa imensa energia propulsora da vida e do progresso, herança de Deus, Pai e Criador, canalizando-a para os canais superiores da vida. Precisamos, pois, propiciar atividades dinâmicas, ativas e criativas, em ambiente de cooperação e ajuda mutua.

Surge também, nesse processo educativo, a necessidade da vivência do amor, dos laços afetivos que devem existir entre as crianças, jovens, evangelizadores e coordenadores de estudo, como pratica efetiva da recomendação maior do Mestre: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei , e a necessidade do evangelizador exteriorizar esse amor em seus gestos, palavras, ações... Naturalmente que o amor no sentido das palavras de Jesus deve ser o amor que auxilia, que ampara, que ajuda o outro a crescer, a evoluir... Destaca-se também a importância do exemplo, da vivência, da vibração do próprio evangelizador, na maravilhosa recomendação de Jesus: Brilhe vossa luz...

Percebemos, pois, a necessidade de atividades tanto na horizontalidade de nosso mundo, desenvolvendo a razão, quanto na verticalidade, desenvolvendo o sentimento, a sensibilidade que nos propicia sintonia com as esferas superiores da vida, procurando ampliar a capacidade vibratória da criança e do jovem para uma sintonia mais elevada. Evangelizar e também um processo natural de espiritualização do ser, de desenvolvimento das potências anímicas do ser espiritual que somos todos nos, Espíritos imortais, filhos de Deus, a caminho da perfeição - em síntese: o desenvolvimento do Reino de Deus dentro de cada um, atendendo ao fabuloso apelo de Jesus: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus, e tudo o mais vira por acréscimo... Para isso destaca-se também a importância da arte no processo de evangelização, tanto da literatura, das artes plásticas, do teatro, da dança e da música. Muitas vezes apenas o intelecto, a razão, não consegue atingir certos estados vibratórios superiores. As artes, em especial a música, o teatro e a dança, nos permitem oferecer a criança e ao jovem a oportunidade de ingresso em freqüências de nível elevado. A música, por exemplo, e vibração e pode nos auxiliar na sintonia com o mais alto.

Piruete-se, pois, o desenvolvimento das potências do Espírito, do intelecto, da razão, base fundamental da Doutrina Espírita, como do sentimento, do amor, proposta impar do mestre Jesus., ampliando nossa faixa de freqüência vibratória. Ao mesmo tempo o desenvolvimento do poder criador do Espírito, com base na criatividade, propondo assim uma educação para a mudança, para o progresso, para o evoluir constante, lançando as bases de uma nova civilização para o Terceiro Milênio, que exigira profundas e amplas mudanças, no modo de pensar, sentir e agir do homem.... um homem mais espiritualizado, vibrando cada vez mais em sintonia com Deus, construindo o Reino de Deus na Terra, a partir da construção do Reino interior de cada um, proposta básico do Cristo que a Doutrina Espírita vem dar continuidade em suas bases mais profundas.

A evangelização, pois, assume um caráter da mais alta importância no momento evolutivo que vivemos, como mola propulsora de todo o progresso para uma Nova Era, que necessita do trabalho, esforço, dedicação e amor de todos nos e de todos os Espíritos que aqui renascerão e que precisam encontrar apoio e ambiente necessário nessa fabulosa escola do Espírito: o Centro Espírita.

Necessitamos, pois, prestar toda a colaboração possível nas atividades da evangelização da criança e do jovem. Estaremos cooperando, não somente com a campanha permanente de evangelização lançada pela FEB, mas com o próprio Cristo na construção do Reino de Deus na Terra que se inicia no coração de cada um.


O autor e pedagogo com especialização em filosofia da educação, psicologia da educação e didática, e autor dos livros EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO E PRATICA PEDAGÓGICA NA EVANGELIZAÇÃO, editora IDE.


(Publicado no Boletim GEAE Número 287 de 7 de abril de 1998)


texto - http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae

imagem - cele.com.br


domingo, 3 de outubro de 2010

OS BLOQUEIOS NA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO


"O Espírito progride através de uma insensível caminhada ascendente, mas o progresso não se realiza, simultaneamente em todos os sentidos; em uma etapa ele pode avançar em ciência, em outra em moralidade."(O Livro dos Espíritos pga. 365)
Pode ocorrer que um Espírito que avançou muito na inteligência, não desenvolveu da mesma forma as faculdades morais. Poderá, pois, necessitar de bloqueios das manifestações intelectuais em determinada existência física.
Os Espíritos nos instruem que as faculdades são do Espírito e que não são os órgãos que dão as faculdades, mas as faculdades que conduzem ao desenvolvimento dos órgãos. Todavia o corpo físico pode enfraquecer ou mesmo ser um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito.
Em O Livro dos Espíritos, pga. 368, temos:
"O Espírito exerce, com toda liberdade, suas faculdades depois da sua união com o corpo?
- O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento; elas são enfraquecidas pela grosseria da matéria.
- Segundo isso, o envoltório material seria um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco se opõe à livre emissão da luz?
- Sim, e muito opaco.
"(...) existem casos em que a matéria oferece uma resistência tal que as manifestações são obstadas ou desnaturadas, como na idiotia e na loucura." (comentário da pga. 372)
Pga. 373 (2.parte) - Um corpo de idiota pode, assim, abrigar um Espírito que animou um homem de gênio na existência precedente?
- Sim, o gênio, às vezes, torna-se um flagelo quando dele se abusa."
Assim, uma criança que renasce com graves bloqueios na inteligência pode ser um Espírito que possui poderosas estruturas mentais, ou seja, grande inteligência, mas que teve a necessidade de desenvolver o seu aspecto moral, bloqueando, assim, suas estruturas mentais que não lhe permitirão novas incursões no campo da inteligência que, sem o desenvolvimento da moral, lhe fariam novamente utilizar mal essa inteligência.
Ao lado dos bloqueios mais sérios, como a criança excepcional, o Espírito poderá solicitar os mais variados tipos de bloqueios, conforme suas necessidades evolutivas.
Assim, no meio mais humilde, exercendo profissões simples, poderemos nos deparar com grandes inteligências. Artistas do passado renascem com determinados bloqueios, por exemplo, na voz, impedindo-lhes de se expressar naquela área, conduzindo-os ao desenvolvimento de outros aspectos de que tenha maior necessidade.
Todo Espírito, contudo, renasce para evoluir e a tarefa do educador será sempre auxiliar a sua evolução, buscando os canais superiores de manifestação, disponíveis para o desenvolvimento, estimulando-os e incentivando seu progresso no bem. O que não canta, pinta, o que não pinta, modela, escreve, desenha, trabalha enfim em alguma área em que demonstra certa aptidão e que deverá ser aproveitada pelo educador, para o desenvolvimento de outras áreas correlatas.


(Fonte: Educação do Espírito – Introdução à Pedagogia Espírita – Walter Oliveira Alves, Araras, SP)



texto - internet

imagem - folhazen.multiply.com

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