domingo, 7 de agosto de 2011

O DIA DE PENTECOSTES - A DIFUSÃO DO ESPÍRITO


Ao cumprir-se o dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um ruído, como de um vento impetuoso, que encheu toda a casa onde estavam sentados; e lhes apareceram umas como línguas de fogo, as quais se distribuíram para repousar sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

E habitavam em Jerusalém judeus, homens religiosos, de todas as nações embaixo do céu: e quando se ouviu este ruído, ajuntou-se ali a multidão e ficou pasmada, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E estavam atônicos e maravilharam-se, perguntando: Não são galileus todos esses que estão falando? E como os ouvimos falar, cada um na língua do nosso nascimento, partos, medas, e elamitas, e os que habitam a Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, sendo uns judeus e outros prosélitos, cretenses e árabes; como é que o ouvimos falar em nossas línguas as grandezas de Deus? E ficaram todos atônicos e perplexos e perguntavam uns aos outros: Que quer dizer isto? Outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. - Atos, II, 1 - 13.

Vamos limitar a nossa exposição aos interessantes fenômenos de Xenoglossia, ou seja - "a faculdade de falar ou escrever em uma ou mais línguas estranhas, desconhecidas do médium, durante o transe mediúnico" .

Este fenômeno está bem caracterizado por Paulo, em sua 1ª. Epístola aos Coríntios, cap. 12, v. 10, com o título "Diversidade de Línguas". Essa faculdade mediúnica vem de tempos imemoriais.

Parece que nos tempos de Paulo era bem avultado o número de indivíduos que gozavam desse dom e naturalmente se jactavam, julgando que bastava-lhes possuí-lo para já serem considerados no Reino do Céu. Foi provavelmente o que levou o Apóstolo a dizer no Cap. XIII, Epístola 1ª aos Coríntios:

"Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, tenho-me tornado como o bronze que soa, ou como o sino que tine".

O "dom de línguas" não tem absolutamente o caráter sobrenatural que as igrejas de Roma e Protestante lhe querem dar, atribuindo-o a um milagre peculiar, exclusivamente dado aos Apóstolos, pela 3ª Pessoa da S.S. Trindade. Essas manifestações foram inúmeras na época do Cristianismo nascente e delas participavam homens e mulheres, livres e servos, como se irá verificar na continuação do estudo dos Atos dos Apóstolos.

A mediunidade poliglota, na fase espírita, desde o seu início, se salienta, de modo admirável, nos relatos dos sábios e investigadores.

Para não multiplicar citações, limitamo-nos a lembrar o caso da filha do Juiz Edmonds, de New York.

João W. Edmonds, 1° Juiz do Tribunal Supremo, de New York, foi um habilíssimo magistrado, homem muito benquisto pela sua honorabilidade. Ocupou nos últimos tempos os mais elevados cargos judiciais com talento, perspicácia e valor.

Referindo-se aos trabalhos do Juiz Edmonds, o grande sábio Alfred Russel Wallace escreveu:

"Os trabalhos do Juiz Edmonds são provas convincentes de fatos resultantes das experiências desse magistrado. Sua própria filha tornou-se médium, e pôs-se a falar línguas estrangeiras que lhe eram totalmente desconhecidas. Ele exprime-se do seguinte modo sobre o assunto:

"Ela não sabia outro idioma além do seu, salvo um ligeiro conhecimento de francês, aprendido na escola. Não obstante isso, tem conversado freqüentemente em nove ou doze idiomas diferentes, muitas vezes durante uma hora, com a segurança e a facilidade de uma pessoa falando sua própria língua. Não é raro que estrangeiros se entretenham, por seu intermédio com seus amigos espirituais e em seu próprio idioma. Cumpre-nos dizer como se passou tal fato em uma das circunstâncias.

Uma noite em que doze ou quatorze pessoas se achavam em meu pequeno salão, o Sr. E. D. Green, um artista desta cidade, foi introduzido em companhia de um cavalheiro que se apresentou como sendo Evangelides, natural da Grécia. Pouco depois, um Espírito falou-lhe em língua inglesa, por intermédio de Laura, e tantas cousas lhe disse que ele reconheceu estar por seu intermédio em relação com um amigo que falecera em sua casa alguns anos antes, mas de quem ninguém tinha ouvido falar. Nessa ocasião, por intermédio de Laura, o Espírito disse algumas palavras e pronunciou diversas máximas em grego, até que, enfim, o Sr. E. perguntou se ele poderia ser compreendido quando falasse em grego. O resto da conversação transcorreu durante mais de uma hora, da parte do Sr. E. inteiramente em língua grega; Laura também falava em grego e algumas vezes em inglês. Em certos momentos, Laura não compreendia a idéia sobre a qual ela ou o Sr. Evangelides falavam; mas, em outras ocasiões, a compreendia, posto que falasse em grego e ela própria se servisse de termos gregos".

Vários outros casos são conhecidos e está averiguado que essa jovem tem falado as línguas espanhola, francesa, grega, italiana, portuguesa, latina, húngara, hindu, assim como em outras que eram desconhecidas das pessoas presentes. Esses idiomas eram falados em nome de pessoas falecidas que conversavam com os seus parentes e conhecidos presentes.

Ultimamente as revistas psíquicas e espíritas têm noticiado muitos casos de "Xenoglossia" observados por pessoas de responsabilidade moral e científica.

Foram esses fenômenos que se verificaram no dia de Pentecostes, no Cenáculo, e maravilharam povos de todas as partes da Judéia, da Ásia, do Egito, etc.

Mas, como diz o Eclesiastes - "o que foi, é o que é, e o que é, é o que há de ser" - ontem como hoje, não faltaram negadores sistemáticos que, sem saber o que pensavam, nem o que diziam, afirmavam que todas aquelas pessoas reunidas no Cenáculo, em número de cento e vinte almas, já à hora terceira (9 horas da manhã) se achavam embriagadas.

O homem continua a julgar os outros por si, sem pensar nos juízos temerários que externa. Se o homem julgasse pela reta justiça, ficaria compreendendo que aqueles fatos outra cousa não eram que manifestações de Espíritos que vieram dar cumprimento à Promessa de Jesus.

Outro fenômeno, muito clássico hoje, que tem sido observado em inúmeras sessões espíritas e tem sido relatado pelos experimentadores são as luzes, flocos de luzes, bolas de luzes, que assinalam a presença dos Espíritos, fenômenos verificados no Cenáculo e qualificados por Lucas como "umas como línguas de fogo".

Cairbar Schutel


endereço: http://www.comunidadeespirita.com.br/

imagem: fabioduraes.wordpress.com

2 comentários:

Malu disse...

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J.Burato disse...

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