terça-feira, 6 de julho de 2010

CARTA SOBRE A INCREDULIDADE - parte 1/2



Revista Espírita, janeiro de 1861

(Primeira parte.)

Um dos nossos colegas, o Sr. Canu, outrora fortemente imbuído dos princípios materialistas, e que o Espiritismo levou a uma sadia apreciação das coisas, se censurava pelo fato de ser propagador de doutrinas que considera agora como subversivas da ordem social; na intenção de reparar isso que ele considera com razão como uma falta, e de esclarecer aqueles que ele desviou, escreveu, a um de seus amigos, uma carta sobre a qual quis pedir a nossa opinião.
Ela nos pareceu tão bem responder ao objetivo que se propunha, que rogamos nos permitir publicá-la, do que os nossos leitores, sem dúvida, estarão agradecidos. Em lugar de abordar decididamente a questão do Espiritismo, que seria repelida por pessoas não admitindo a alma que lhe é a base; em lugar, sobretudo, de exibir aos seus olhos fenômenos estranhos que tivessem negado, ou atribuído a causas vulgares, ele remonta à sua fonte. Procura, com razão, torná-los espiritualistas antes de torná-los Espíritas; por um encadeamento de idéias perfeitamente lógico, chega à idéia espírita como conseqüência. Este caminho, evidentemente, é o mais racional. A extensão dessa carta nos obriga a dividir-lhe a publicação.

Paris, 10 de novembro de 1860.

Meu caro amigo.

Desejas uma longa carta sobre o Espiritismo, vou tratar de satisfazer-te com o meu melhor, esperando o envio de uma obra importante sobre a matéria, a qual deverá aparecer no fim do ano.
Serei obrigado a começar por algumas considerações gerais, e nos seria preciso remontar à origem do homem; isto alongará um pouco a minha carta, mas é indispensável para a inteligência da coisa.
Tudo passa! diz-se geralmente.
Sim, tudo passa; mas geralmente também dá-se a esta expressão um significado bem distante daquele que lhe pertence.
Tudo passa, mas nada se acaba, senão a forma.
Tudo passa, nesse sentido de que tudo caminha e segue o seu curso, mas não um curso cego e sem objetivo, se bem que não deva jamais acabar.
O movimento é a grande lei do Universo, na ordem moral como na ordem física, e o objetivo do movimento é o progresso para o melhor; é um trabalho ativo, incessante e universal; é o que chamamos o progresso.
Tudo está submetido a essa lei, com exceção de Deus. Deus é o autor; a criatura é um instrumento e o objeto.
A criação se compõe de duas naturezas distintas: a natureza material e a natureza intelectual; esta é o instrumento ativo; a outra é o instrumento passivo.
Estes dois instrumentos são o complemento um do outro, quer dizer, um sem o outro seria de uso completamente nulo.
Sem a natureza intelectual, ou o espírito inteligente e ativo, a natureza material, quer dizer, a matéria ininteligente e inerte, seria perfeitamente inútil, não podendo nada por si mesma.
Sem a matéria inerte, o Espírito inteligente não teria poder maior.
Mesmo o mais perfeito instrumento seria como se não existisse, se não houvesse alguém para dele se servir.
O obreiro mais hábil, o sábio da ordem mais elevada, seriam também impotentes quanto o mais completo idiota, se não tivessem instrumentos para desenvolver a sua ciência e manifestá-la.
É agora aqui o lugar de fazer notar que o instrumento material não consiste somente na plaina do marceneiro, na tesoura do escultor, na paleta do pintor, no escalpelo do cirurgião, no compasso ou na luneta do astrônomo; consiste também na mão, na língua, nos olhos, no cérebro, em uma palavra, na reunião de todos os órgãos materiais necessários à manifestação do pensamento, o que implica, naturalmente, na denominação de instrumento passivo, a matéria, ela mesma, sobre a qual a inteligência opera por meio do instrumento propriamente dito. Assim é que uma mesa, uma casa, um quadro, considerados nos elementos que os compõem, não são menos instrumentos do que a serra, a plaina, o esquadro, a colher de pedreiro, o pincel que os produziu, do que a mão e os olhos que dirigiram estes últimos, do que o cérebro, enfim, que presidiu a essa direção. Ora, tudo isso o cumpriu o cérebro, foi o instrumento complexo do qual se serviu a inteligência para manifestar o seu pensamento, a sua vontade, que era a de produzir uma forma, e essa forma era ou uma mesa, ou uma casa, ou um quadro, etc.
A matéria, inerte pela sua natureza, informe em sua essência, não adquire propriedades úteis senão pela forma que se lhe imprime; o que fez um célebre fisiologista dizer que a forma era mais necessária do que a matéria; proposição um pouco paradoxal talvez, mas que prova a superioridade do papel que a forma desempenha nas modificações da matéria. É segundo esta lei que o próprio Deus, se assim posso me exprimir, dispôs e modifica sem cessar os mundos e as criaturas que os habitam, segundo as formas que melhor convém aos seus objetivos para a harmonização do Universo; e é sempre segundo essa lei que as criaturas inteligentes agem incessantemente sobre a matéria, como o próprio Deus, mas secundariamente concorrem para a sua transformação contínua, transformação da qual cada grau, cada escalão é um passo no progresso, ao mesmo tempo que é a manifestação da inteligência que lhos mandou fazer.
Assim é que tudo, na criação, está em movimento e sempre em progresso; que a missão da criatura inteligente é a de ativar esse movimento no sentido do progresso, o que ela cumpre, freqüentemente mesmo, sem o saber; que o papel da criatura material é o de obedecer a esse movimento e o de manifestar o progresso da criatura inteligente; que a criação, enfim, considerada em seu conjunto ou em suas partes, cumpre incessantemente os objetivos de Deus.
Quantas criaturas ditas inteligentes (sem sair do nosso planeta), cumprem uma missão da qual estão longe de desconfiar! E confesso que, de minha parte, não faz muito tempo ainda, eu era desse número. Eu não seria mesmo inoportuno, a esse respeito, em colocar aqui algumas palavras de minha própria história; tu me perdoarás esta pequena digressão que pode ter o seu lado útil.
Aluno da escola do dogma católico, e a reflexão e o exame não tendo se desenvolvido em mim senão bastante tarde, fui por muito tempo fervoroso e cego crente; sem dúvida, não o esqueceste.
Mas sabes também que, mais tarde, caí num excesso contrário; da negação de certos princípios que a minha razão não podia admitir, conclui pela negação absoluta. O dogma da eternidade das penas sobretudo me revoltava; eu não podia conciliar a idéia de um Deus que se dizia infinitamente misericordioso com a de um castigo perpétuo por uma falta passageira; o quadro do inferno, com as suas fornalhas, as suas torturas materiais, me parecia ridículo e uma paródia do Tártaro dos Pagãos. Recapitulava as minhas impressões de infância, e as minhas lembranças que, quando da minha primeira comunhão, se nos dizia que não era preciso orar pelos condenados, porque isso não lhes serviria de nada; quem não tivesse a fé era votado às chamas, e que bastava a alguém duvidar da infalibilidade da Igreja para ser condenado; que mesmo o bem que se fizesse neste mundo não poderia salvar, tendo em vista que Deus colocava a fé acima das melhores ações humanas. Esta doutrina me tornara impiedoso e havia endurecido o meu coração; eu olhava os homens com desconfiança, e, ao menor pecadilho acreditava ter ao meu lado um condenado de quem tinha que fugir como da peste, e ao qual, na minha indignação, teria recusado um copo de água, dizendo-me que Deus lhe recusaria um dia bem mais. Se existissem ainda fogueiras, teria de bom grado nela empurrado todos aqueles que não tinham a fé ortodoxa, fosse mesmo o meu pai. Nesta situação de espírito, eu não podia amar a Deus: dele tinha medo.
Mais tarde, uma multidão de circunstâncias, muito longas para enumerar, vieram me abrir os olhos, e rejeitei os dogmas que não concordavam com a minha razão, porque nada me ensinara a colocar a moral acima da forma; do fanatismo religioso, caí no fanatismo da incredulidade, a exemplo de tantos dos meus companheiros de infância.
Não entrarei nos detalhes que nos levariam muito longe; acrescentarei somente que, depois de ter perdido, durante quinze anos, a doce ilusão da existência de um Deus infinitamente bom, poderoso e sábio, da existência e da imortalidade da alma, eu reencontrei, enfim, hoje, não mais a minha ilusão, mas uma certeza tão completa quanto a de minha existência atual, que é a que te escreve neste momento.
Eis, meu amigo, o grande acontecimento de nossa época, o grande acontecimento que nos é dado ver se cumprir em nossos dias: a prova material da existência e da imortalidade da alma.
Retornemos ao fato; mas para te fazer compreender melhor o Espiritismo, vamos remontar à origem do homem, e aí estaremos por muito tempo.
É evidente que os globos que povoam a imensidade não são feitos tendo em vista unicamente a sua ornamentação; eles têm também um objetivo útil ao lado do agradável: o de produzir e de alimentar seres materiais vivos que sejam instrumentos apropriados e dóceis a essa multidão de criaturas inteligentes que povoam o espaço, e que são, em definitivo, a obra-prima, ou melhor, o objetivo da criação, uma vez que só elas têm a faculdade de conhecê-lo, admirá-lo e de adorar o seu autor.
Cada um dos globos espalhados no espaço teve o seu começo, quanto à sua forma, num tempo mais ou menos recuado. Quanto à idade da matéria que o compõe, é um segredo que não nos importa aqui conhecer, sendo a forma tudo para o objeto que nos ocupa. Com efeito, pouco nos importa que a matéria seja eterna, ou unicamente criação anterior à formação do astro, ou enfim contemporânea a essa formação; o que é preciso saber é que o astro foi formado para ser habitado. Não é talvez fora de propósito acrescentar que essas formações não se fazem em um dia, como dizem as Escrituras; que um globo não sai de repente do nada coberto de florestas, de campinas e de habitantes, como Minerva saiu armada dos pés à cabeça de Júpiter. Não, Deus procede seguramente, mas lentamente; tudo segue uma lei lenta e progressiva, não que Deus hesite ou tenha necessidade da lentidão, mas porque as sua leis são tais e que são imutáveis. Aliás, o que chamamos lentidão, nós, seres efêmeros, não o é para Deus para quem o tempo nada é.
Eis, pois, um globo em formação, ou se quiseres todo formado; devem se passar ainda muitos séculos, ou milhares de séculos antes que seja habitável, mas enfim esse momento chega. Depois de modificações numerosas e sucessivas em sua superfície, ele começa a se cobrir pouco a pouco de vegetação; (falo da Terra, não pretendendo fazer, a menos que por analogia, a história dos outros astros, cujo objetivo é evidentemente o mesmo, mas cujas modificações físicas podem variar). Ao lado da vegetação aparece a vida animal, uma e outra em sua maior simplicidade, esses dois ramos do reino orgânico sendo necessários um ao outro, se fecundam mutuamente alimentando-se reciprocamente, elaborando, de acordo, a matéria inorgânica, para torná-la cada vez mais própria para a formação de seres cada vez mais perfeitos, até que ela tenha chegado ao ponto de produzir e alimentar o corpo que deve servir de habitação e de instrumento ao ser por excelência, quer dizer, ao ser intelectual que deve dele se servir, que o espera, por assim dizer, para se manifestar, e que não poderia se manifestar sem ele.
Eis-nos chegados ao homem! Como é formado? Aí não está ainda a questão; está formado segundo a grande lei da formação dos seres, eis tudo. Por não ser conhecida, essa lei não existe menos. Como se formaram os indivíduos de cada espécie de plantas? Os primeiros indivíduos de cada espécie de animais? Formaram-se cada um à sua maneira, segundo a mesma lei. Tudo o que há de certo é que Deus não teve necessidade de se transformar em fabricante de louça, nem de sujar as mãos na lama para formar o homem, nem de lhe arrancar um pedaço para fazer a mulher. Essa fábula, em aparência absurda e ridícula, pode bem ser uma figura engenhosa escondendo um sentido penetrável a espíritos mais perspicazes do que o meu; mas como disso não compreendo nada, me detenho aqui.
Eis, pois, o homem material habitando a Terra, e habitado ele mesmo por um ser imaterial do qual não é senão o instrumento. Incapaz de nada por si mesmo, como a matéria em geral, não se torna próprio para alguma coisa senão pela inteligência que o move; mas essa inteligência, ela mesma, criatura imperfeita como tudo o que é criatura, quer dizer, como tudo o que não é Deus, tem necessidade de se aperfeiçoar, é precisamente em vista desse aperfeiçoamento que o corpo lhe foi dado, uma vez que sem a matéria o Espírito não poderia se manifestar, nem conseqüentemente se melhorar, se esclarecer, progredir enfim.
A Humanidade, considerada coletivamente é comparada ao indivíduo; ignorante na infância, ela se esclarece à medida que avança em idade; o que se explica naturalmente pelo próprio estado de imperfeição em que estão os Espíritos para o adiantamento dos quais essa Humanidade foi feita; mas quanto ao Espírito considerado individualmente, não é numa só existência que ele pode adquirir a soma de progresso que está chamado a cumprir; é porque um maior ou menor número de existências corpóreas lhe são necessárias, segundo o uso que fará de cada uma delas. Mais ele terá trabalhado para o seu adiantamento em cada existência, menos terá que sofrê-las. E como cada existência corpórea é uma prova, uma expiação, um verdadeiro purgatório, tem interesse em progredir o mais prontamente possível, para ter a sofrer menos provas , porque o Espírito não retrograda; cada progresso cumprido por ele é uma conquista assegurada que nada poderia lhe tirar. Segundo este princípio, hoje averiguado, é evidente que quanto mais ele caminhar depressa, mais cedo chegará ao objetivo.
Resulta do que precede que cada um de nós, hoje, não está em sua primeira existência corpórea, muito longe disso, está mais distante ainda de sua última, porque as nossas existências primitivas deveram se passar em mundos bem inferiores à Terra, sobre a qual não chegamos senão quando o nosso Espírito chegou a um estado de perfeição em relação com este astro; do mesmo modo que, à medida que progredirmos, passaremos para mundos mais bem avançados do que a Terra sob todos os aspectos, e isso, de degrau em degrau, avançando sempre para o melhor. Mas, antes de deixar um globo, parece que se deve sofrer nele geralmente várias existências, cujo número, todavia, não é limitado, mas muito subordinado à soma do progresso que se terá adquirido.
Prevejo uma objeção que vejo sobre os teus lábios. Tudo isso, dir-me-ás, pode ser verdadeiro, mas como não me lembro de nada, e que ocorre o mesmo com cada um de nós, tudo o que se passou em nossas existências precedentes é para nós como nulo; e se ocorre o mesmo em cada existência, pouco importa ao meu Espírito ser imortal ou morrer com o corpo, se, conservando a sua individualidade, não tem consciência de sua identidade. Com efeito, isso seria para nós a mesma coisa, mas não ocorre assim; não perdemos a lembrança do passado senão durante a vida corpórea, para reencontrá-la na morte, quer dizer, no despertar do Espírito, cuja verdadeira existência é a do Espírito livre, e para a qual as existências corpóreas podem ser comparadas ao sono para o corpo.
Em que se tornam as almas dos mortos, esperando uma nova encarnação?
As que não deixam a Terra, permanecem errantes em sua superfície, vão onde lhes apraz, sem dúvida, ou pelo menos onde podem, segundo o seu grau de adiantamento, mas, em geral, pouco se distanciam dos vivos, e sobretudo daqueles a quem se afeiçoam, quando se afeiçoam com alguém, a menos que não lhe sejam impostos deveres a serem cumpridos alhures. Somos, pois, a cada instante, cercados de uma multidão de Espíritos conhecidos e desconhecidos, amigos e inimigos, que nos vêem, nos observam, nos ouvem; dos quais uns tomam parte em nossas penas como em nossas alegrias, enquanto outros sofrem com os nossos gozos, ou gozam com as nossas dores, e enquanto outros, enfim, são indiferentes a tudo, exatamente como isso se passa sobre a Terra entre os mortais, dos quais conservam, no outro mundo, as afeições, as antipatias, os vícios e as virtudes. A diferença é que os bons gozam na outra vida de uma felicidade desconhecida sobre a Terra, e isso se concebe: não tendo mais necessidades materiais a satisfazer, nem obstáculos do mesmo gênero a superar; se bem viveram, quer dizer, se não têm nada ou senão pouca coisa a se censurar em sua última existência corpórea, gozam em paz do testemunho de sua consciência e do bem que fizeram. Se viveram mal, se foram maus, como estão lá a descoberto, não podem mais se dissimular sob o seu envoltório material, sofrem da vergonha de se verem conhecidos, apreciados; sofrem da presença daqueles que ofenderam, desprezaram, oprimiram, e da impossibilidade em que estão de se furtar aos olhares de todos. Eles sofrem, enfim, do remorso que os rói, até que o arrependimento venha aliviá-los, o que ocorre cedo ou tarde, ou até que uma nova encarnação os subtraia, não da visão dos outros Espíritos, mas de sua
própria visão, em lhes tirando, momentaneamente, a consciência de sua identidade, e, perdendo, então, a lembrança do seu passado, são aliviados. Mas é então também que começa para eles uma nova prova; se têm a felicidade de dela saírem melhorados, gozam do progresso que fizeram; se não se melhoraram, reencontram os mesmos tormentos, até que, enfim, se arrependam ou aproveitem uma nova existência.
Há um outro gênero de sofrimento: daquele que experimentam os maus Espíritos, os mais perversos. Aqueles, inacessíveis à vergonha e ao remorso, não lhe sofrem o tormento; mas os seus sofrimentos são mais vivos ainda, porque, sempre levados ao mal e impotentes em fazê-lo, sofrem da inveja de ver os outros mais felizes ou melhores do que eles, e da raiva, ao mesmo tempo, de não poderem saciar os seus ódios e se entregarem a todos os seus maus pendores. Oh! Aqueles sofrem muito; mas, como te disse, eles não sofrerão senão o tempo que não se melhorem, ou, em outras palavras, até o dia em que se melhorem.
Freqüentemente, eles não prevêem esse fim; se são maus, se cegos pelo mal, que não suponham a existência ou a possibilidade da existência de um estado de coisas melhor, e não desconfiando, por conseqüência, de que os seus sofrimentos devem acabar um dia, é o que lhes endurece no mal e agrava os seus tormentos; mas, como não podem fugir sempre da sorte comum que Deus reserva a todas as suas criaturas, sem exceção, vem um momento em que lhe é necessário seguir, enfim, o caminho comum, e esse dia está, algumas vezes, mais próximo que não se seria tentado em crê-lo observando-se a sua perversidade. Viu-se os que se converteram de repente, e de repente os seus sofrimentos cessaram; entretanto, resta-lhes ainda rudes provas a sofrerem sobre a Terra em sua próxima encarnação; é necessário que se depurem expiando as suas faltas, e isso, em definitivo, não é senão justo; mas ao menos não têm mais medo de perderem o progresso adquirido, não podem retrogradar.
Eis, meu amigo, o mais sucintamente, e o mais claramente, que me foi possível fazê-lo, a exposição da filosofia do Espiritismo, tal, ao menos, como me foi possível fazê-lo em uma carta; dele encontrarás os desenvolvimentos mais completos, até este dia, e os mais satisfatórios em O Livro dos Espíritos, fonte onde eu mesmo hauri o que me fez o que sou.
Passemos agora à prática.

(O final no próximo número.)



endereço: Revista Espírita - jan/1861
imagem: novavidacaxias.com.br


4 comentários:

Jeanne disse...

Hoje venho só pra deixar um abraço.
Uma forte dor de cabeça provocada pela rinite está incomodando demais.
Haja saúde para enfrentar as mudanças de clima aqui no Rio Grande do Sul...

♥.•:****-franciete-****:•.♥ disse...

Meu querido amigo, hoje venho somente deixar um grande abraço e meu apreço pela tão longa carta que nos deixa, que sem dúvida tem um conteúdo e uma explicação para tanto que desconhecemos, mas também lhe digo que por ser tão longa nem todos temos a capacidade de a entender tão bem como gostaríamos, talvez se ela vier mais repartida muitos mais de nós a possamos compreender melhor.
Beijinhos de luz e paz em seu coração.

Jorge disse...

Jeanne,

cuide-se, minha amiga!!


beijo!!!

Jorge disse...

Franciete,

Na realidade, gosto de colocar o texto inteiro, pois, na minha opinião, é mais fácil de compreender o conteúdo.
No mais, fica a sua sugestão para pensar...obrigado, ANjo!!!

Beijo

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